quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Lembranças de Uma Vida


Chove lá fora,
E o vento árduo da noite vem a me atormentar
O que aconteceu com o dia calmo e latente?
Ou o que aconteceu com as folhas a cair da macieira?
Digam-me, pássaros, existe realidade além daqui?
Porque tudo pode parecer abstrato demais por esses dias...

O calor,
A neblina,
A chuva,
Eu...
...

Eu, em dias de guerra parecia ser real...
Agora que a calmaria me apossou, pareço uma cópia mal-feita de alguém que fui...
Esse barulho...
Esse silêncio...
Minha mente vaga pelas imagens do passado...
Ela quer achar um lugar bom para se encontrar...

Deitar-me-ei agora para todo ócio em que me encontro!
A lança,
A espada,
O escudo...
Isso um dia já foi real...

Hoje,
A cicatriz,
A dor,
A família desfeita.
Isso parece ser irreal demais pra mim!
Aquela época sim era bem verdade!
Minha alma cavalgava pelos campos, livre!
Época de heróis!
Época em que se tinha pelo que lutar!

Hoje, parece-me que minha’alma ainda cavalga pelos campos... A diferença é que ela não sabe...
O que se deita hoje, é somente um corpo doente esperando que sua alma repouse e dê a paz que falta ser encontrada nesses últimos dias...

Espero pelo último suspiro...
Espero acordar para a “realidade”.
Espero ter consciência de estar cavalgando pelos campos num dia calmo e latente.
E espero que ao final desse dia, possa me recostar numa macieira com suas folhas a cair...


                      Anamathy

08 de Novembro de 2010 – 01:07

Sempre que lembrares que algo é impossível
Lembre-se na capacidade das pessoas terem idéias questionáveis
E que elas, ao todo, são aberrações cotidianas adicionadas de sarcasmo mútuo.
Não desenvolva uma idéia, a cative em primeiro momento e depois disperdice-a sem razão.
Para pois aqueles que serviram de amplidão para algo, forre a alma de perguntas mesquinhas e desorganizadas ao ponto de encher o tampão do mundo.
E por mais que tenha algo a dizer, cale!
Cale, pois calar, significa dizer a alma aquilo que não foi dito.
E se não foi dito em voz alta, foi lembrado com fervor nos palacetes do âmago.
Hora vai ser entendido, hora não.
Como alguns que não escutam e outros que não entendem.
Se você consegue ver o impossível é porque já o arquitetou de forma a torná-lo possível antes do próprio feito.
Seja você antes dos outros.
Os outros, outrora mentem...
Outrora consentem.
Veja você o lado dinâmico do “ser eu”
Veja a amplitude da quietude nos pensamentos do ser
Planeje o questionável,
Construa o impossível,
Abrace a idéia,
Perca a razão.

Anamathy

domingo, 12 de dezembro de 2010

Epica - Façade Of Reality




FACHADA DA REALIDADE
De meu sangue tu já não te embebedas mais
Desgraça pela eternidade, Nunca será desfeita
Quem irá se levantar e descobrir a fachada da realidade?

Pessoas criaram invenções religiosas
Para dar às suas vidas um lampejo de esperança e para amenizar o seu medo de morrer
E pessoas criaram intenções religiosas
Apenas para se sentir superior 
E ter uma licença para matar

Nosso desejo de morrer é mais forte 
Que todo o seu desejo de viver
Não há como escapar disso agora, 
Apenas a verdadeira fé sobrevive

Pessoas criaram invenções religiosas
Para dar a suas vidas um lampejo de esperança e para amenizar o seu medo de morrer
E pessoas criaram ascensões religiosas
Para subjugar os outros e para escravizar apenas para enriquecer ainda mais a si mesmos

Nosso desejo de morrer é mais forte 
Que todo o seu desejo de viver
Não há como escapar disso agora, 
Apenas a verdadeira fé sobrevive

(Não importa onde morreremos
Não importa que você chore
Nós o levaremos conosco)

(Uma desgraça no além)

Ó salvador perpétuo,
Te somos gratos por proteger-nos 
Do odor terrível sobre nós derramado 
Que insuportável é.

Engane a si próprio cedendo as palavras confortáveis que não causam dor
Enriqueça a si próprio com diferentes opiniões aprendidas sem desdém

(Uma desgraça no além 
Que nunca poderá ser desfeita.
Quem deverá ascender e desvendar a fachada da realidade?)

Ainda há lugar para novos talhos em velhos destroços?
Uma desgraça no além que jamais poderá ser desfeita
Engane a si próprio cedendo a palavras confortáveis
Enriqueça a si próprio fazendo sua própria opinião

(De meu sangue tu já não te embebedas mais)

Danna

Segundo uma lenda, Dana nasceu em uma Clã de Dançarinos que viviam ao longo do rio Alu. Seu nome foi escolhido por sua avó, Kaila, Sacerdotisa do Clã. Foi ela que sonhou com uma barca carregando seu povo por mares e rios até chegarem em uma ilha, onde deveria construir um Templo, para que a paz e a abundância fossem asseguradas. Ao despertar, Danu relatou seu sonho ao conselho e a grande viagem começou então a ser planejada.

Também conhecida como Danu, é a maior Deusa Mãe da mitologia celta. Seu nome "Dan", significa conhecimento, tendo sido preservada na mitologia galesa como a deusa Don, enquanto que outras fontes equipararam-na à deusa Anu. Na Ibéria, a divindade suprema do panteão celta é considerada a senhora da luz e do fogo. Era ela que garantia a segurança maetrial, a proteção e a justiça. Dana ou Danu também é conhecida por outros nomes: Almha, Becuma, Birog, ou Buan-ann, de acordo com o lugar de seu culto.

O "Anuário da Grande Mãe" de Mirella Faur, nos apresenta o dia 31 de março como o dia de celebrar esta deusa da prosperidade e abundância. Conta ainda, que os celtas neste dia, acreditavam que dava muito azar emprestar ou pegar dinheiro emprestado, por prejudicar os influxos da prosperidade. Uma antiga, mas eficaz 
simpatia, mandava congelar uma moeda, fazendo um encantamento para proteger os ganhos e evitar os gastos.


Os descendentes da Dana e seu consorte Bilé (Beli) eram conhecidos como os "Tuatha Dé Dannan" (povo da Deusa Dana), uma variação nórdica de Diana, que era adorada em bosques de carvalhos sagrados.O nome "Dana"é derivado da Palavra Céltica Dannuia ou Dannia. É significativo que o rio Danúbio leve seu nome, pois foi no Vale do Danúbio, que a civilização Celta se desenvolveu. A ligação Celta com o vale do rio Danúbio também é expressa em seu nome original. "Os filhos de Danu", ou "Os filhos de Don".

Dana é irmã de Math e seu filho é Gwydion. Sua filha é Arianrhod, que tem dois filhos, Dylan e Llew. Os dois outros filhos de Dana são Gobannon e Nudd.

É certo que Dana deveria ser considerada a Mãe dos Deuses, depois de ter lhes dado seu nome. Há várias interpretações do seu nome, sendo que uma delas é "Terra Molhada" e o mais poética, "Água do Céu".

Danu é uma das Dea Matronae da Irlanda e a Deusa da fertilidade. Seu símbolo mágico é um bastão.

Seu personagem foi cristianizado na figura de Santa Ana, mãe da Virgem Maria, pois sua existência é proveniente de uma antiga divindade indo-européia. Também é conhecida na Índia, como o nome de "Ana Purna" e em Roma toma o nome de "Anna Perenna".

É bem verdade que a associação das deusas à rios e mares não é estranha a tradição celta. A convicção de que o mar e a água deram origem à toda a vida, sobrevive em nossos próprios tempos. Mas nossa Danu amada teve um reflexo oposto, se Danu é representante das forças divinas da luz, então Domnu representa o frio, escuridão e o medo das profundidades desconhecidos dos oceanos. Domnu também é uma mãe, e a fundadora dos Fomóire, a tribo antiga de adversários que tentaram tomar o controle da lei e da ordem dos Tuatha Dé Dannan, de forma que caos podem reger a terra. O nome Domnu significa "terra" e é derivado do Céltico dubno. O sentido da etimologia é "profundo" ou "o que estende abaixo". Até mesmo o nome dos Fomóire significa "debaixo do mar". Estes Fomóire representam as forças de natureza selvagem, eles são ingovernáveis e ainda necessários ao equilíbrio certo da vida na terra.

Texto escrito por Marta Lott
Retirado do blog "Shiva's Return"

Brida


   Brigit, Deusa do Fogo triplo! 
   Brigit é uma antiga Deusa Tripla do Fogo e foi venerada por toda Bretanha e Europa. 
   Ela está particularmente associada ao Imbolc, o primeiro dos 4 grandes festivais célticos do ano. 
   Ela preside o fogo, a beleza e todas as Artes. 
   Foi sugerido que o nome Brigit originalmente significasse Deusa e era conferido à todas as Deusas irlandesas e britânicas. 
   Na forma irlandesa seu nome significa 
"Alta" ou "exaltada". 
   Alguns, no entanto, dizem que o nome Brigit vem de Breo-saigit que quer dizer flecha flamejante
   Ela também é chamada de Bride (BRIDA), Brigit e Brighde, simbolizando os 3 diferentes tipos de fogo.
   Ela é o Fogo da Inspiração, a Musa- a Deusa da poesia falada pela fonte sagrada.
   A palavra poesia vem de poesias, significando criação. 
   Nos tempos antigos os poetas estavam sobre a proteção de Brigit. 
   Seus sacerdotes carregavam um bastão dourado com pequenos sinos em sua honra. 
   Outros nomes que lhe foram conferido foram Brigidu, Brigantia e Briginda. 
   Brigit é a Deusa das Fontes Curadoras. Há muitas fontes de Brigit por toda a Bretanha onde suas águas ainda podem ser bebidas.
   As pessoas podem submergir nas águas curadoras que contém minerais e a sua vibração ígnea. 
   As fontes termais expressam o encontro da fogo com água e por isso são especialmente sagradas para a Deusa. 
   Brigit é a Deusa da Lareira da casa e dos ferreiros. 
   Nos tempos antigos a lareira era o coração das casas, a fonte de luz, calor e alimentação. 
   Uma nova casa não era considerada um lar até que uma chama de Brigit fosse acesa na lareira. 
   Brigit também é a Deusa da Forja, a ígnea arte alquímica de moldar metais brutos criando em belezas. 
   Ela também é a Deusa Vaca Branca reverenciada nos tempos antigos como a Senhora capaz de dar e sustentar a vida.  
   Ela foi transformada em Santa Brígida pela Igreja Católica em meados de 453 D.C. 
   Assim como a Deusa Brigit, Santa Brígida era conhecida como a padroeira dos trabalhos agrícolas e do gado, protetora da casa contra o fogo e calamidade. 
   Brigit também é uma Deusa do Sol, conhecida na Irlanda como Bride dos Cabelos Dourados, Bride das Colinas Brancas, e na Escócia como Bride das Claras Palmas e Maria dos Galeses. 
Como Noiva( note que Bride é a palavra inglesa para noiva) ela é a Deusa original que todos os noivos honram quando desejam se casar. 
   Brigit possui 4 animais sagrados: a cobra, a vaca, o lobo e o abutre. 
   A Cobra é a "Serpente Criadora" que era guardada em seus santuários onde oráculos eram revelados aos homens. 
   O seu segundo animal é a Vaca Sagrada. Seu abundante leite nutre humanos e crianças. 
   Ela é conectada com o lobo,pois ele é um dos animais totem das Ilhas britânicas. 
   E em seu aspecto de Deusa da Morte, ela está associada com o Abutre ou outras aves de rapina. 
   Igualmente lhe é sagrado o cisne, tanto o branco quanto o negro. 
   Os antigos povos europeus acreditavam que o cisne era o resultado da união da serpente com o pato, simbolizando o fogo e a água respectivamente, ambos sagrados para Brigit. 
   Brigit assumiu inúmeros aspectos e atributos através dos tempos. Suas três cores sagradas são o vermelho, laranja e verde. cada uma desta cores representam um dos atributos de Brigit. 
   O vermelho simboliza o fogo da forja. 
   O laranja representa a luz solar, pois antes da ascensão patriarcal de Deuses como Bel e Lugh ao patamar de Deuses solares, era a Brigit que o Sol era consagrado. 
   O verde representa as fontes e ervas que curam, no papel de Brigit como Curandeira. 
   A própria Deusa Brighid foi cristianizada como Santa Brígida e seu santuário foi transformado em um mosteiro de monjas.


Trechos retirados de "Moisés" no Yahoo!Respostas


Nota de Anamathy: 
É incrível como é difícil achar um texto que fale sobre a história de Brigit!
Porém, é muito fácil achar um texto sobre a história de Santa Brígida...

Perséfone


"Todos os que habitavam em Olimpo foram enfeitiçado por esta menina [Perséfone], rivais no amor a menina casar, e Hermes ofereceu seus dotes para uma noiva. E ele ofereceu a sua vara como dom para decorar seu quarto [como preço da noiva para a mão dela em casamento, mas todas as ofertas foram recusadas por sua mãe Deméter]." 'Nonnus' - Dionysiaca 5.562



Filha de Zeus e Deméter, esta jovem Deusa grega, enquanto colhia flores, é raptada por Hades, o Deus do Mundo Subterrâneo.

Narciso foi a flor que seduziu Perséfone atraindo-a ao local onde a terra se abriu, surgindo Hades em sua carruagem dourada, puxada por cavalos imortais.

Contra a sua vontade Perséfone foi levada ao Submundo. Seus gritos não foram ouvidos por nenhum Deus ou mortal, exceto pela Deusa Hécate que os ouviu de sua caverna.

Deméter, Deusa da colheita, da fertilidade e dos grãos, ao perceber o sumisso de sua filha sai a sua procura. Muito triste e lamentosa, sua luz e alegria vão se extinguindo dando lugar a sua ira, o que provoca a seca e o frio na Terra.

Finalmente ao saber por Hécate o paradeiro de Perséfone, Deméter vai até Zeus pedindo que ele interceda junto a Hades para devolver sua filha.

Devido aos apelos da Deusa da fertilidade e às condições que provocou na Terra, Zeus intervem, mesmo tendo dado Perséfone a Hades como parte de um acordo, sem o conhecimento de Deméter. Mas o retorno de Perséfone não pode ser completo. Como já havia comido o fruto do mundo dos mortos, a romã, a Deusa não pode passar mais de seis meses no mundo dos vivos.

Perséfone volta à Terra trazendo com ela a Primavera, mas volta ao Submundo no período de Outono e Inverno.

Kore é outro nome dado à Perséfone para a sua fase Donzela, enquanto nela reina apenas a inocência. Pois ao dar entrada no Submundo e se tornar esposa de Hades, ela se torna a rainha e governante desse mundo junto com o seu Deus. Perséfone amadurece, ganha força e conhecimento.

A Rainha
Perséfone é descrita como uma mulher de olhos escuros por Oppiano, possuidora de uma beleza estonteante, pela qual muitos homens se apaixonaram, entre eles, Pírito e Adônis. 
Foi por causa deste último que Perséfone se tornou rival de Afrodite, pois ambas disputavam o amor do jovem, mas também outro motivo era porque Afrodite tinha inveja da beleza de Perséfone. 
Embora Adônis fosse seu amante, o amor que Perséfone sentia por Hades era bem maior. 
Os dois tinham uma relação calma e amorosa. As brigas eram raras, com exceção de quando Hades se sentiu atraído por uma ninfa chamada Menthe, e Perséfone, tomada de ciúmes, transformou a ninfa numa planta, destinada a vegetar nas entradas das cavernas, ou, em outra versão, na porta de entrada do reino dos mortos. 
Persefone interferia nas decisões de Hades, sempre intercedendo a favor dos heróis e mortais, e sempre estava disposta a receber e atender os mortais que visitavam o reino dos mortos a procura de ajuda. 
Apesar disso, os gregos a teminam e salvo excessões, no dia a dia evitavam falar seu nome (Perséfone) chamando-a de Hera inferni.

Representação
A rainha é representada ao lado de seu esposo, num trono de ébano, segurando um facho com fumos negros. 
A papoula foi-lhe dedicada por ter servido de lenitivo à sua mãe na ocasião de seu rapto. 
O narciso também lhe é dedicado, pois estava colhendo esta flor quando foi surpreendida e raptada por Hades. 
A ela também eram associadas as serpentes.


Fontes:

Breve Espaço de Tempo...

Olá!
      Há algum tempo não coloco as "expansões da minha mente" aqui. 
Peço desculpas, mas estou tendo complicações para digitar.
      Tudo que escrevo, coloco em papel...
      Enfim, não tenho tido tempo...
      Mas eis que hoje me veio uma idéia à cabeça!
      Pensando em Mitologia, lembrei-me que tenho pelo menos, 
três animais em casa com nomes de Deusas:
PersephoneBrida (gatas), e Danna (cão da raça "pinsher").
      Gostaria de colocar aqui a história dessas Deusas.
      Espero que apreciem!
Anamathy